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Aug 14, 2026Simples Híbrido 2026: empresas têm até 30 de setembro para decidir como recolher IBS e CBS em 2027
Setembro de 2026 traz uma decisão importante para as empresas do Simples Nacional
A Reforma Tributária do Consumo está entrando em uma fase em que planejamento deixa de ser apenas preparação para o futuro e começa a exigir decisões práticas.
Uma delas tem prazo definido: até 30 de setembro de 2026, empresas optantes pelo Simples Nacional poderão escolher se desejam manter IBS e CBS dentro do regime unificado ou se preferem apurar e recolher esses dois tributos pelas regras do regime regular, alternativa que ficou conhecida informalmente como “Simples Híbrido”.
Segundo a Receita Federal, o período de escolha vai de 1º a 30 de setembro de 2026, e a decisão produzirá efeitos de janeiro a junho de 2027.
Mais do que cumprir um prazo, esse é um momento para olhar para clientes, preços, margem, fluxo de caixa e estrutura operacional antes de definir a rota tributária da empresa.
Afinal, o que é o Simples Híbrido?
O termo “Simples Híbrido” não representa um novo regime tributário independente. Ele é utilizado para descrever uma possibilidade criada dentro da nova sistemática da Reforma Tributária.
Na prática, a empresa continua optante pelo Simples Nacional para os demais tributos, mas escolhe apurar IBS, Imposto sobre Bens e Serviços e CBS, Contribuição sobre Bens e Serviços, pelo regime regular, fora da guia única do Simples.
Já no modelo que vem sendo chamado de Simples “puro” ou tradicional, IBS e CBS permanecem integrados ao recolhimento do Simples Nacional.
E aqui existe um detalhe essencial: quem já está regularmente enquadrado no Simples Nacional não precisa fazer uma nova opção apenas para permanecer no regime. Se a empresa não escolher o recolhimento regular de IBS e CBS em setembro, esses tributos continuarão dentro do Simples no primeiro semestre de 2027.
Por que essa escolha pode afetar mais do que o valor dos impostos?
É tentador olhar para a Reforma Tributária apenas pela ótica da alíquota. Mas a decisão pode envolver questões comerciais tão importantes quanto a carga tributária.
A própria Receita Federal orienta que a análise considere aspectos como fluxo de caixa, aproveitamento de créditos, relacionamento comercial e estratégia do negócio.
Isso se torna especialmente relevante para empresas que vendem para outras empresas.
No regime regular de IBS e CBS, a dinâmica de créditos tributários pode influenciar o custo efetivo de uma compra para o cliente. Por isso, uma empresa com forte atuação B2B pode precisar analisar não apenas quanto ela própria recolherá, mas também como sua escolha tributária afetará os créditos dos seus clientes e, consequentemente, sua competitividade comercial.
Foi justamente essa visão mais ampla que orientou parte do conteúdo apresentado por Fernando Bertolla, diretor da Cruzeiro Contabilidade Digital, em webinar realizado para o Trino Polo sobre os impactos da Reforma Tributária.
Na apresentação, um dos pontos centrais foi que a decisão não deve ficar restrita à comparação de alíquotas: perfil dos clientes, margem, precificação, créditos e fluxo de caixa também precisam entrar na análise. O material ainda apresenta cenários e ferramentas de decisão desenvolvidos para a palestra, que permanecem como conteúdo reservado do encontro.
Para conhecer o trabalho do Trino Polo, acesse o site oficial: Trino Polo — site oficial.
Simples tradicional ou Simples Híbrido: não existe uma resposta igual para todas as empresas
Para uma empresa voltada principalmente ao consumidor final, por exemplo, a dinâmica pode ser bastante diferente daquela enfrentada por uma companhia que fornece tecnologia, serviços ou produtos para grandes clientes empresariais.
- Uma análise consistente tende a observar perguntas como:
- Quem são os principais clientes da empresa: B2B ou B2C?
- Esses clientes aproveitam créditos de IBS e CBS?
- Qual será o impacto da escolha na margem e na formação de preços?
- Quanto a empresa possui de despesas e aquisições potencialmente geradoras de créditos?
- Como ficará o fluxo de caixa?
A estrutura fiscal, financeira e tecnológica está preparada para uma apuração separada?
É justamente por isso que comparar somente a alíquota aparente pode levar a uma conclusão incompleta.
A melhor decisão começa antes de clicar em “optar”
O prazo de setembro cria uma data objetiva, mas a decisão não deveria começar no Portal do Simples Nacional.
Ela começa nos números da empresa.
Receita, perfil dos clientes, contratos, custos, créditos, margem, preço e caixa precisam conversar entre si. Dependendo do modelo de negócio, permanecer no Simples tradicional pode fazer sentido. Em outros casos, a apuração regular de IBS e CBS pode alterar a dinâmica comercial da operação.
Por isso, Simples Híbrido não deve ser encarado como tendência a ser seguida automaticamente, mas como uma alternativa a ser simulada e comparada.
A Reforma Tributária abre novas rotas. O desafio é descobrir qual delas faz sentido para cada negócio.
Cruzeiro Contabilidade Digital: apoio para sua Rota Tributária 2027
Na Cruzeiro Contabilidade Digital, acreditamos que decisões tributárias importantes precisam ser apoiadas por dados, simulações e visão de negócio.
O prazo para o Simples Híbrido já está correndo. Estamos aqui para apoiar sua empresa na construção da Rota Tributária para 2027, avaliando impactos sobre carga tributária, créditos, margem, caixa e competitividade antes da decisão.
Converse com a Cruzeiro e prepare sua empresa para a próxima etapa da Reforma Tributária.